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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

[Cotidiano] Ingresso.com, Kinoplex e um Idiota.

No caso, o idiota sou eu. Óbvio.

Na terça-feira, motivado por um comentário do Rob Gordon no Twitter, esta criatura que vos escreve decidiu que era hora de comprar o ingresso antecipado para assistir o novo filme do Harry Potter.

Como não sou crítico de cinema, profissional da área, e nem sou um desses camaradas que tem a sorte de nascer com a rabeta virada para a lua (ou para algum amigo do sofá... nunca se sabe), tenho que fazer aquilo que todos nós, pobres mortais fazemos: comprar.

Sendo gordo, e sendo gordo e preguiçoso, imediatamente acessei o site do Ingresso.com. Tudo perfeito, tudo lindo e tudo maravilhoso.

Convém ressaltar que eu imaginava que o Harry Potter estrearia amanhã (Sexta Feira dia 10) quando na verdade estréia na próxima Sexta-Feira (dia 17).

Ok, até aí apenas seria um adiamento de planos. Liguei para minha esposa combinando o horário e depois pra saber qual de meus cunhados iria. Perfeito. Seria necessário apenas pagar os três ingressos inteiros e esperar o dia combinado.

Li tudo, ao menos pensei que li tudo, e depois de digitar meu cartão de crédito e toda a baboseira que se pode esperar do Ingresso.com (baboseira essa que não impede uma terceira pessoa de me roubar, se eu perder meu cartão de crédito em uma Cyber Café e deixar o ingresso.com logado - ou seja, ser um completo imbecil, mas sou apenas idiota). Efetuei o pagamento e li as letras garrafais sobre a política de não-troca do Ingresso.com. Estava certo de minha compra, o que poderia dar de errado?

Deu.

Não poderia contar com minha capacidade de não ler uma única palavra.

A palavra estava depois do nome do filme.

A palavra que fez minha esposa e meu cunhado... Bem...

A palavra era: DUBLADO.

Sim. Não li que tinha comprado ingresso antecipado pro dia 17 dublado. Eu, que particularmente ADORO crianças barulhentas, pais mal educados mal educando filhos, gritaria e bagunça típica de estréias infantis (que são até piores que as de filmes tidos como "adultos" - e hajam aspas), que efetivamente ADORO comoção e corre-corre... Escolhi dentre as possibilidades ruins em uma estréia do porte desse filme justamente aquela que mais vai causar aborrecimento.

E causou antes do dia de estréia.

Só fui efetivamente ler a palavra dublado quando os 3 ingressos foram impressos. Até então não estava preocupado, nada podia destruir meu dia e nada me afetaria negativamente. Mas sou para-raio de maluco, não tem como dar certo.

Dessa vez eu seria o louco. E prevendo o sofrimento, deixo para contar tudo no caminho de casa, e um diálogo carinhoso é trocado com minha esposa:
- Você é um idiota. Você sabe que eu odeio filme dublado.
- Eu sei, mas só tinha dublado no site.
(Fato: no dia só tinha encontrado filme dublado, hoje não. Já tem legendado.)
- Você é um idiota. Eu não vou ver, e nem meu irmão. E o ingresso.com não troca ingresso! Vamos ter que pagar pra não ver...
- Eu vou resolver. Eu vou resolver.
- Resolver? Você é um idiota.

Sentiram o carinho e o amor? Estava lá no fundo... Bem no fundo... Poderia enviar um e-mail pro Ingresso.com e trocar carícias com o atendimento deles até não conseguir trocar o ingresso e ter ir pros meios legais. Poderia comprar o ingresso adiantado e mentir pra minha esposa e pro meu cunhado dizendo que conseguira resolver tudo. E poderia ir direto no Kinoplex.

Foi o que fiz, ontem a noite, um pouco mais de vinte e quatro horas depois da compra, fui até o Kinoplex da Tijuca, onde realizara a reserva. Conversa vai, e conversa vem, uma história triste (e real, infelizmente), não consigo cancelar a reserva e remarcar. É impossível.

Mas é aí quese vê a diferença entre algo ruim (Ingresso.com) e um bom profissional:
- Boa noite, eu comprei um ingresso ontem pelo Ingresso.com e não poderei ir no horário indicado por causa de minha esposa e meu cunhado.
(nunca diria a verdade total, apenas parte dela)
- Boa noite, infelizmente não podemos trocar seu ingresso. O sistema da Ingresso.com não permite... - Diz o primeiro atendente. Simpático e cordial. - Até porque não temos como fazer o reembolso.
- Olha, eu não quero o reembolso, quero apenas trocar de sessão. Só isso. - Respondo, com sinceridade.
- Não posso fazer nada...
- Eu posso entrar na justiça...
- Com certeza, o senhor tem todo o direito de pleitear seus direitos, se o quiser. Mas nós do cinema não podemos fazer nada a esse respeito. Podemos apenas tentar dar um jeito...
- Podemos te dar um convite pra você, como cortesia. - Interrompe o funcionário ao lado, que desconfiei ser o gerente. - Não podemos trocar, o lugar vai ficar vazio, mas podemos compensar com convites que valem por um mês.
- Por mim está ótimo. - Falei enquanto passava os três ingressos pro gerente. - Quero apenas trocar.
- Então, vamos te entregar três convites, pra você trocar por ingresso no dia que quiser assistir válidos por 30 dias. É o máximo que podemos fazer, entedemos seu problema.
- E eu entendo o de vocês. É complicado trabalhar com uma firma que não dá direito de troca...

O funcionário que me atende vai para o interior desconhecido do cinema e volta com 3 convites, válidos por trinta dias. Satisfeito agradeço a ambos. E saio com os três convites. Não fazia questão de nenhuma devolução, queria apenas solucionar o problema.

E tive plenamente solucionado.

Um idiota, mas um idiota que teve sua idiotice resolvida.

Não é a primeira vez, diga-se de passagem, que a Rede Kinoplex me atende bem. Meses atrás, quando passava ainda Bewolf em 3D no Kinoplex NorteShopping, tentei comprar ingressos para sessão em 3D do filme, pra ver com esse mesmo cunhado. A sala estava com problema e acabamos vendo no 2D mesmo. Quando estávamos saindo a sala 3D tinha voltado a funcionar. O funcionário solícito, sem discutir, foi até uma outra sala interna e voltou com os óculos.
- Podem assistir.


Apesar de eu ser um completo idiota, ter errado e tudo mais, fui bem atendido. Não teria tamanha boa vontade se tivesse tentado no próprio Ingresso.com, explorei o site completamente e não vi nada a respeito de políticas de trocas, o que é um erro. Tanto do ponto de vista legal quanto moral. Uma pessoa que compre com antecedência pode e tem o direito de trocar seu ingresso se for necessário, acontece isso com ônibus e com a aviação civil - diga-se de passagem, produtos ainda mais caros que cinema. - porque não ter algo semelhante em um site que vende produtos online e onde tudo isso pode e tem como ser simplificado. Até porque o consumidor tem o direito de se arrepender de suas compras.

Ponto para Kinoplex que soube solucionar em cinco minutos o que o Ingresso.com poderia se preocupar em nem deixar isso acontecer.

E ponto negativo pra Ingresso.com.

E pra mim? Deixa quieto...

[Opinião] De volta... Mas até quando?

Pois é, como vocês sabem não é de hoje que a Ilha de Paquetá sofre com diversos problemas, já não bastasse seu isolamento geográfico natural agora estamos ficando isolados do mundo digital, tudo por culpa da "Oi". Há pouco menos de um mês a ilha ficou sem o serviço de banda larga da empresa, o motivo? Também gostaria de saber! Há duas semanas o problema voltou e mais uma vez o motivo é desconhecido, ao menos pelos moradores.

O curioso é que outras localidades da cidade também estavam sofrendo do mesmo problema, só que, como sempre, com Paquetá a coisa é sempre pior e a normalização do serviço foi extremamente lenta. Mais curioso ainda é o fato de que esses problemas ocorreram sempre em dias de um chuva forte. Outro fato ainda mais curioso é que sempre que alguém ligava tentando tentando esclarecer o problema algum dos atendentes terceirizados da empresa (ou você acha que alguém lá realmente trabalha de forma direta para a já citada) informava que o problema era da pessoa e que o serviço estava normal, isso porque toda uma ilha estava reclamando. Apenas DOIS dias depois da queda do serviço eles admitiam que realmente havia um problema.

Mas a novela não parou ai, todos que reclamavam tinham ainda que lidar com a falta de informação ou com informações desencontradas, pois cada pessoa que ligava ouvia de cada atendente uma informação diferente e ainda assim nenhuma sobre qual era o problema nem quando ele retornaria a normalidade, isso se não desse o azar de ouvir que o problema era seu, isso mesmo SEU. Eu mesmo tive que ouvir a seguinte frase: " O problema é seu, senhor. Nosso serviço está funcionando normalmente, apenas o senhor está reclamando. O problema é seu".

Ontem o serviço voltou, mas até quando? Prevejo que o velox terá o mesmo desatino do speedy...

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

[Opinião] Bandeira? Só se for da Praia.


Obviamente vão culpar o estagiário.

Mas desde criança eu sei diferenciar uma bandeira de uma simples e cordial canga de praia.

Erro da menina que foi querer fazer nacionalismo de um país que trasforma seus símbolos em artigos de futilidade - afinal de contas, Bandeira é pra ser erguida em mastro e não colocada na praia para qualquer um deitar em cima e fazer qualquer coisa, não é porque membros dos Três Poderes fazem de nossa nação palco de qualquer coisa que faremos o mesmo com nosso símbolo. Uma coisa é o uso das cores, outra bem distinta é a aldulteração do símbolo e do fim de nosso símbolo. Que imagem passa uma nação que coloca sua bandeira na areia e deita em cima enquanto toma sol?

*Nessas horas penso que o errado na prática sou eu mesmo.*

Erro do G1, que embasa o erro alheio e sequer se deu ao trabalho de esconder os "frufrus" da bandeira-kanga pra fingir que se trata realmente de uma bandeira. Pior vai ser se a menina tinha conciência do que disse acima e só o fez para aparecer e expor o ridículo alheio. Uma possibilidade possível, apesar de pouco provável.

*Mas certamente fez pra aparecer. Apareceu.

Um adendo: deixem Michael Jackson descansar em paz. Trabalha mais morto que vivo. =/

Fonte:
G1:
- Veja fotos do funeral de Michael Jackson;

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

[Notícia] Oi? Paquetá não dá mais Oi.

Enquanto as horas se transformaram em dias e os dias em quase duas semanas, a Ilha de Paquetá vive um apagão de internet de causar inveja a qualquer ditador autoritário.

Desde o dia 27 de Junho de 2009 os habitantes locais possuidores do Oi Velox, serviço de banda nada larga do Rio de Janeiro, estão mais ilhados do que de costume. Agora não basta apenas a Ilha ser isolada fisicamente e moralmente do restante do Rio de Janeiro, agora o é também isolada virtualmente.

Não é a primeira vez que a Oi (antiga Telemar) demonstra total despreparo, desrespeito e tantos quandos "des" forem aplicavéis ao termo. A única diferença entre o descaso atual e o antigo é que hoje em dia os moradores de Paquetá podem contar com 3G, ao menos a parte que não mora na área de sombra, onde nem sinal de rádio pega bem.

É o que se pode esperar de uma empresa que mudou de nome aproveitando-se de brechas preexistentes na lei para mudar o próprio nome e enfiar no nome antigo os processos judiciais perdidos quando ainda era Telemar (método, aliás, utilizado também pela Varig, convém lembrar).

Como diz um provérbio que aqui adapto, "Não adianta mudar de casa se não mudamos de vícios". A Oi enquanto Telemar desrespeitava e peitava clientes e justiça com inúmeros problemas. Tinha o carinhoso apelido de "Telemerda" - o que era ofensa a merda, diga-se de passagem. - e agora continua sua saga vergonhosa no novo nome, que iniciou suas atividades já imersa em processos (alguém lembra do pandemônio que foi a promoção "Oi 31 Anos"?) e quando se fundiu a telefonia fixa visando galgar futuramente o mercado de São Paulo (como se em São Paulo existisse o mesmo tipo de tolos que no Rio de Janeiro)...

Bem, não adianta reclamar. Também não adianta entrar na justiça. Se preciso for, mudarão o nome pra "Io" e farão da "Oi" um modo feliz de calote a brasileira. Ou seja, mesmo que ganhem, perderão.

A Justiça do Rio não é igual da de São Paulo que por motivos similares impediu a Speedy de ser vendida até resolver seus problemas de conexão (ou seja, nem mudando de nome conseguem fugir dessa encrenca).

Enquanto isso, cabe ao povo de Paquetá - e sei bem que em outros lugares vêm acontecido o mesmo, como Nova Iguaçu, conforme me informaram. - tentar pedir emprestado o 3G de amigos, migrar para 3G (que ainda não é um serviço perfeito, e é na prática cheio de limitações e protocolos nada simpáticos) ou utilizar a boa e velha conexão discada, um retrocesso bem do jeito que o brasileiro gosta.

Enquanto isso em Países sérios e com uma justiça que não é amiga dos amigos, alguns milionários perdem mansões e uns milhões...

E que Paquetá continue e pereça imersa no silêncio moral, material e agora digital.

Quem salvará Paquetá?

Acho que nem o Ninguém...

Sábado, 4 de Julho de 2009

[Cotidiano] Pizza com amor?

Uma das coisas que mais gosto são demonstrações públicas de carinho. Adoro quando um casal apaixonado e seguro da relação manifesta publicamente seu afeto e seu amor, sua paixão exarcebada e sem limites. Quando uma pessoa da relação se sacrifica pela outra... E principalmente quando não acontece.

Ocorreu domingo passado, na Praça Pedro Bruno, vulgarmente conhecida como "Praça da Ponte", na Ilha de Paquetá, Rio de Janeiro - RJ, logo depois do jogo Brasil e EUA que passou na Globo. Estava eu, minha esposa e um pessoal lá de Paquetá. Procurávamos por um lanche pra comer, chegando lá fui comer um cachorro frio (quente é luxo) e minha esposa idem. Os outros casais se organizaram entre si.

Até que um deles, que vou chamar de Campeão - não vou citar nomes. - se aproxima de sua amada:
- Amor, você gosta de pizza de quê? - Diz o campeão.
-Gosto de pizza de calabreza.

O Campeão foi até a barraquinha que vendia pizza (eu também tinha comprado uma, minutos antes, pra minha esposa) e passou um tempo...
- Olha, o Campeão abriu a mão! - Comentou um dos presentes, assombrado.

Minutos depois o Campeão retorna com uma pizza de calabreza, oferece pizza a todos e come tudo sozinho.

Se você pensou que ele daria a pizza para a namorada, nós também pensamos.
- Mas eu só tinha dinheiro pra uma! - Justificou-se o Campeão, coitado.

Definitivamente, o amor é lindo.

Amo mais ainda minha esposa.

E sim, aconteceu.